Imprensa chinesa poderá publicar catástrofes sem ser multada

25 de junho de 2007 • 00h19 • atualizado às 01h09

Uma emenda da Lei de Resposta a Emergências permitirá pela primeira vez à imprensa chinesa informar conseqüências de catástrofes e emergências sem pedir permissão ao Governo e sem ser multada.

A Assembléia Nacional Popular (ANP, Parlamento) decidiu modificar a lei em tentativa de demonstrar que o Governo está afrouxando a censura que exerce sobre a imprensa e melhorando a transparência, publicou hoje o jornal oficial China Daily.

A minuta da lei, proposta na reunião do Comitê Permanente da ANP para uma segunda leitura, pede aos Governos que forneçam "informação unificada, precisa e rápida sobre os fatos e seu desenvolvimento" em casos de emergência.

A primeira versão incluía multas de até US$ 13.100 para os jornalistas que informassem tais situações sem autorização ou publicassem informação falsa, e só autorizava agências de notícias oficiais - como a Xinhua - a informar situações de emergência.

A segunda minuta só pune a difusão de conteúdos inverídicos.

Segundo Wang Maolin, subdiretor do comitê legal da ANP, a censura sobre a imprensa desatou críticas dos parlamentares durante a primeira revisão da minuta, há um ano. Eles consideravam inadequado restringir o trabalho da imprensa.

A China é, segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras, o país com mais censura no mundo, com mais de 60 jornalistas e ciberdissidentes presos por terem divulgado críticas ao Governo do Partido Comunista da China.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »