Paquistão nega envolvimento em ataque na Caxemira

18 de outubro de 2003 • 09h42 • atualizado às 09h42

O Paquistão negou hoje ter qualquer envolvimento no ataque perpetrado na sexta-feira nas imediações da residência do chefe de Governo do estado indiano de Jammu e Caxemira, no qual morreram dois soldados e um funcionário civil. "Não temos nada a ver com a violência na Caxemira", disse em entrevista coletiva o ministro da Informação, Sheikh Rashid Ahmed, em resposta às acusações da Índia segundo as quais o ataque foi cometido pelo movimento islâmico Lashkar-e-Taiba, com base na parte da Caxemira sob controle do Paquistão.

A Polícia indiana matou hoje os dois supostos agressores, que haviam se refugiado na sexta-feira num centro comercial depois de disparar com granadas e metralhadoras contra um carro policial perto da casa do chefe do Governo de Jammu e Caxemira, Mufti Mohamed Sayed, na capital desse estado, Srinagar.

Aproximadamente dez grupos guerrilheiros e terroristas muçulmanos iniciaram em 1989 uma luta armada para obter a independência ou a anexação ao Paquistão da parte de Caxemira controlada pela Índia, onde a imensa maioria da população é muçulmana. Desde então, cerca de 40.000 pessoas morreram devido à violência na região segundo as autoridades indianas. De acordo com os insurgentes, esse número é de 80 mil.

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