"Rejeitamos a utilização e o envolvimento dos jornalistas em todos os conflitos, e pedimos a todos que cessem de utilizar tais métodos ou o termo de ''imprensa'' para qualquer ação que não tenha ligação com o jornalismo", afirmou o sindicato em comunicado.
"A utilização de um carro com a inscrição ''imprensa'' coloca em perigo a vida dos jornalistas e dá uma pretexto às forças de ocupação para matá-los", acrescentou.
"Esses métodos afetam a liberdade de trabalho dos jornalistas", destaca o comunicado.
Abu Ahmed, o porta-voz da Jihad Islâmica, uma das facções palestinas envolvidas na ação de sábado, desmentiu que o grupo tenha colocado inscrições "imprensa" e "TV" no veículo utilizado para a operação, como afirmou o exército israelense.
"As Brigadas Al-Quds (braço da jihad Islâmica) utilizaram um jipe blindado semelhante aos jipes militares utilizados pelos serviços de inteligência sionistas", afirmou Abu Ahmed à AFP, acusando o exército de Israel de ter maquiado o jipe em veículo da imprensa e de ter divulgado fotos logo em seguida.
Quatro combatentes palestinos, dois das Brigadas Al-Quds e dois das brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, vinculadas ao Fatah, atacaram sábado uma posição militar israelense perto do ponto de passagem de Kissufim, no centro da Faixa de Gaza.
Segundo o exército de Israel, o objetivo da operação era capturar um soldado israelense.
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