Rizk assegurou em comunicado que em virtude da "resolução 1.757 do Conselho de Segurança da ONU, o Tribunal entra em vigor hoje".
O responsável pela Justiça libanesa tinha afirmado anteriormente que era necessário aproximadamente um ano para decidir sua composição, localização e funcionamento.
Em 30 de maio, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a resolução 1.757 se amparando no capítulo VII da Carta Magna, que prevê impor um tribunal pela força, sem o consentimento do país.
No entanto, outorgou um prazo de dez dias às forças políticas libanesas para que chegassem a um acordo.
A criação do tribunal, que tinha sido aprovada pela ONU e o Governo libanês, é rejeitada pela oposição encabeçada pelo grupo xiita Hisbolá e não foi submetida a votação no Parlamento, já que o presidente desta instituição, o xiita Nabih Berri, negou-se a convocar a Câmara para esse fim.
Espera-se que o Conselho Superior de Justiça, a mais alta autoridade judicial no Líbano, se reúna amanhã a pedido de Rizk para elaborar uma lista com o nome de doze juízes libaneses para apresentá-la ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que por sua vez deverá escolher quatro deles para que façam parte do tribunal.
Um atentado com carro-bomba em 14 de fevereiro de 2005 matou Hariri e outras 22 pessoas, e foi atribuído pelas forças governistas ao regime sírio.
O assassinato foi precedido e seguido por outros atos similares que custaram a vida do jornalista Samir Kasir, do político Georges Hawi, do deputado Gibran Tueni e do ministro Pierre Gemayel, e causaram ferimentos graves nos ministros Marwan Hamadé e Elias Murr e na jornalista May Chidiac.
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.