ONU e União Africana apresentam acordo para Darfur

06 de junho de 2007 • 21h44 • atualizado às 22h34

A ONU e a União Africana (UA) apresentaram hoje seus respectivos Conselhos de Segurança um acordo para postar uma força de paz híbrida na região sudanesa de Darfur, no qual se define a estrutura de comando da missão.

O acordo propõe o posicionamento de uma força de cerca de 23 mil efetivos encarregada de assegurar a segurança e o transporte de assistência humanitária a essa região do oeste do Sudão.

O chefe da missão será um militar africano e as operações diárias estarão sob o comando da UA, mas o controle supremo da operação e seu financiamento ficaria a cargo na ONU, segundo o acordo.

O texto foi entregue pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, aos membros do Conselho de Segurança da ONU, e pelo presidente da Comissão da UA, Alpha Oumar Konaré, ao Conselho de Segurança e Paz do organismo africano.

Se for ratificado, será apresentado ao Governo sudanês em um encontro em Adis-Abeba nos dias 11 e 12 de junho, para que o regime de Cartum possa pedir esclarecimentos.

No melhor dos casos, a força híbrida iniciaria seu posicionamento no começo do ano que vem, disseram fontes da ONU, que destacaram a complicação política que este tipo de operação conjunta traz.

Como parte do plano, um contingente de cerca de 2.500 efetivos com material pesado se uniria em agosto aos 7 mil soldados que formam atualmente a missão da UA no Sudão.

Cartum deu sinal verde no ano passado para a criação da força híbrida, depois de ter rejeitado um posicionamento de efetivos unicamente da ONU.

No entanto, desde então apresentou uma longa série de objeções aos planos da organização da força híbrida.

Diante desta situação, a Anistia Internacional lançou hoje um convite ao público em geral para que vigie via satélite 12 povoados de Darfur que considera especialmente vulneráveis.

Sob o lema de "Olhos sobre Darfur", a organização de direitos humanos estabeleceu uma página digital na qual fotos de satélite são atualizadas constantemente para que possíveis agressões à população civil por parte das tropas regulares sudanesas e seus aliados, as milícias árabes Janjawid, possam ser monitoradas.

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