G8: polícia usa água e gás; 10 mil fazem protesto

06 de junho de 2007 • 08h54 • atualizado às 11h41
A polícia utiliza canhões de água para afastar os manifestantes que protestam contra o G8 em um campo, próximo de Bad Doberan Foto: AP
A polícia utiliza canhões de água para afastar os manifestantes que protestam contra o G8 em um campo, próximo de Bad Doberan
06 de junho de 2007
Foto: AP

Apesar da maior mobilização policial da história da Alemanha, cerca de dez mil manifestantes se aglomeram perto da cerca de segurança do balneário de Heiligendamm, onde acontece a cúpula do G8. A Polícia alemã usou jatos de água e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes que mais se aproximavam da cerca nos pontos onde estão os dois únicos acessos por estrada ao balneário, embora os ativistas violentos sejam minoria.

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Enquanto a chanceler alemã, Angela Merkel, cumprimentava o presidente americano, George Bush, antes de almoçarem juntos para tentar resolver as diferenças sobre a luta contra a mudança climática, a Polícia se esforçava para conter os manifestantes que tentavam chegar à cerca em diferentes pontos.

A manifestação é pacífica, e os grupos de centenas de ativistas ficam constantemente em movimento, mantendo em resguardo os agentes.

Devido ao fato de os diferentes grupos de manifestantes caminharem pelas florestas, a Polícia tem dificuldades de segui-los com seus veículos ou de persegui-los, já que os manifestantes usam todos os tipos de proteção que dificultam a capacidade de movimentação dos agentes.

Os ativistas conseguiram também interromper uma das duas estradas que dão acesso direto ao balneário e ameaçam bloquear a segunda.

Além disso, paralisaram o trânsito na estrada que leva ao aeroporto de Rostock-Laage, ao qual chegam os representantes do G8.

Os manifestantes tiveram sucesso em bloquear a ferrovia que liga as cidades de Kühlungsborn, onde está localizado o centro internacional de imprensa, a Heiligendamm, e a mesma linha em sentido oposto do balneário em direção à localidade de Bad Doberan.

O trem a vapor que circula por esta via é o único meio de transporte que os jornalistas podem usar para chegar a Heiligendamm.

O grupo de jornalistas que devia ir nesse trem de Kühlungsborn a Heiligendamm para assistir a uma entrevista coletiva do presidente da Comissão da UE, José Manuel Durão Barroso, começou a ser transferido ao balneário por mar a bordo de botes, em uma operação improvisada, o que causou assombro entre os enviados especiais.

Curiosamente, o circuito interno de televisão do centro internacional de imprensa se conecta de vez em quando a uma câmera policial situada em um helicóptero, o que permite que os jornalistas acompanhem ao vivo a movimentação dos manifestantes contra a globalização e os esforços dos agentes para controlá-los.

O Tribunal Constitucional Alemão confirmou esta manhã uma sentença do Tribunal Superior Administrativo de Greifswald que proibiu a realização da chamada "Sternmarch" (marcha em estrela) convocada para quinta-feira por grupos antiglobalização para protestar.

Os manifestantes não podem se aproximar a uma distância de entre cinco e dez quilômetros da cerca de segurança que rodeia Heiligendamm.

Os ativistas conseguiram chegar à cerca em várias colunas e a partir de diferentes pontos de partida em torno do balneário.

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