inclusão de arquivo javascript

 
 

Venezuela: estudantes pedem liberdade de expressão

01 de junho de 2007 22h15 atualizado às 22h28

Estudantes venezuelanos entregaram nesta sexta-feira aos deputados do país um documento no qual expressam sua preocupação com a liberdade de expressão, na Sede da Conferência Episcopal, em Caracas, após terem sua caminhada até a Assembléia Nacional proibida pelas autoridades.

Após a proibição da marcha prevista inicialmente, os manifestantes se encaminharam à sede episcopal, para onde foi também uma comissão de parlamentares, que se reuniu com os estudantes e recebeu o documento.

Pelo quinto dia consecutivo, milhares de estudantes saíram às ruas da capital venezuelana, em protesto contra o fim, no último domingo, das transmissões em sinal aberto da rede de televisão privada RCTV, e em defesa da liberdade de expressão.

Não foram registrados incidentes significativos na nova jornada de protestos em Caracas. Ainda assim, houve um momento de tensão, quando os estudantes da Universidad Católica Andrés Belo (Ucab) tentaram se juntar aos demais manifestantes, e foram impedidos por um grande cordão policial.

Além disso, manifestantes da Universidade Central da Venezuela (UCV), a mais importante do país, trocaram ofensas com simpatizantes do Governo, embora sem violência.

Ao chegarem na sede da Ucab, os manifestantes da Universidade Central realizaram uma concentração, após a retirada do cordão policial que impedia sua passagem.

Após a suspensão em definitivo da marcha até a Assembléia, os estudantes se dirigiram à sede da Conferência Episcopal, ao tempo que o deputado Ismael García, do partido governista Podemos, anunciava à imprensa a disposição da Câmara a designar uma comissão para se reunir com os manifestantes.

O encontro foi realizado na sede episcopal, onde os estudantes puderam entregar aos parlamentares o documento, no qual manifestam sua preocupação com a situação da liberdade de expressão na Venezuela, e pedem respeito ao movimento estudantil.

Momentos antes, a Conferência Episcopal venezuelana havia voltado a pedir "concórdia" às partes, declarando-se disposta a servir de "instância mediadora". "Aceitamos que o encontro ocorra aqui", disse monsenhor Ramón Viloria, secretário da Conferência Episcopal, em declarações à imprensa, enquanto centenas de jovens chegavam à sede.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.