Família de Jean pede justiça após absolvição

11 de maio de 2007 • 14h59 • atualizado às 15h13

Patricia da Silva Armani, prima de Jean Charles de Menezes, o brasileiro assassinado por erro pela polícia britânica em 2005, acusou nesta sexta-feira as autoridades policiais de "desligar-se do assassinato", depois de saberem que pelo menos 11 envolvidos em sua morte não sofrerão punições disciplinares.

Segundo a Comissão Independente de Queixas da Polícia (IPCC), até o momento não foi tomada nenhuma decisão sobre os quatro envolvidos de mais alto escalão.

Jean Charles foi baleado na cabeça na estação do metrô de Stockwell, no sul de Londres, no dia 22 de julho de 2005, um dia depois de uma tentativa terrorista de repetir os sangrentos ataques suicidas com bombas praticados duas semanas antes na capital britânica, quando quatro islamitas atacaram três estações de trem e uma de ônibus, o que causou a morte de 52 pessoas e dos próprios autores. "É uma paródia da justiça e outra bofetada no rosto de nossa família. As vidas dos policiais prossegue normalmente, enquanto nós vivemos em meio a uma confusão, lutando por obter as respostas e a justiça que merecemos", afirmou.

A Polícia Metropolitana de Londres está sendo processada pela Procuradoria-Geral do Estado por quebra presumível de segurança, embora nenhum policial esteja submetido a processo pela controvertida morte de Jean Charles.

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