» Sarkozy é eleito com 53,06% dos votos
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A Direção Geral da Polícia Nacional indicou hoje que 292 carros foram queimados na terça-feira à noite, o que, somado aos 365 da véspera e aos 730 da noite de domingo para segunda-feira, eleva o número total a 1.387 veículos.
No entanto, as manifestações e os protestos violentos causados pela eleição de Sarkozy, no domingo, diminuíram hoje tanto em Paris como no resto da França, onde, pela primeira vez, uma vitória presidencial gerou tanta hostilidade.
"Esta situação é inaceitável", afirmou hoje o ministro do Interior, François Baroin, que advertiu que "a Polícia fará com que se respeite o Estado de Direito".
Baroin disse que a Justiça está agindo contra os autores dos distúrbios detidos e que já houve alguns julgamentos, nos quais foram estabelecidas penas de prisão.
O ministro considera que "o que acontece na rua há três dias mostra que são movimentos claramente comprometidos politicamente e abertamente de extrema-esquerda".
Baroin negou que existam "violências policiais" e elogiou o "profissionalismo" e "sangue frio" das forças de segurança.
Paralelamente, as assembléias gerais se multiplicam nas universidades. Cerca de 800 estudantes da Universidade de Paris votaram hoje a favor de uma greve contra os projetos de reformas universitárias prometidas por Sarkozy.
A greve será aplicada, por enquanto, em setores da universidade Panthéon Sorbonne, em Paris.
Outras assembléias de estudantes foram convocadas para quinta-feira nas universidades de Paris X - Nanterre e Toulouse II-Le Mirail.
O presidente da União Nacional de Estudantes da França (Unef), Bruno Julliard, considerou que estas ações são "improdutivas" e que não constituem uma "resposta adequada" à eleição de Sarkozy.
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