"É uma decisão que tomei como conselheira e como mãe", disse Carla de Albertis, diretora de saúde da Zona 6 de Milão. "Porque acredito que a família deve ser o meio educativo que pode conter o fenômeno do abuso de drogas."
Os kits, disponíveis gratuitamente a todos os pais de adolescentes de 13 a 16 anos, são similares aos exames de gravidez, pois precisam ser mergulhados na urina por alguns segundos, para então apontarem positivo ou negativo para vários tipos de drogas.
Os políticos responsáveis pelo programa pretendem levá-lo para toda a cidade, capital financeira e da moda na Itália. Há décadas a Itália oscila entre políticas proibicionistas e liberais para lidar com as drogas, o que é comparável a outros países europeus.
O governo centro-esquerdista de Romano Prodi propôs atenuar as penas para usuários, algo condenado pela direita, que defende a repressão a traficantes e usuários. Ainda não se sabe como os adolescentes vão reagir quando seus pais lhes pedirem para fazer o exame. "Se minha mãe pedisse para fazer um exame desses, eu a odiaria pelo resto da minha vida", disse Marta, 16 anos, ao jornal La Stampa. "Ela iria se tornar instantaneamente minha pior inimiga, ao invés de minha confidente mais próxima e a pessoa para quem eu corro com os meus problemas."
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