Foto de John Brandrick |
» Suíça invade Liechtenstein por engano
» Homem solto por engano mata três
» Chinês é indenizado após castração
» Australiana é deportada erroneamente e passa 4 anos fora de casa
Depois de ser informado sobre a "doença", Brandrick decidiu abandonar o trabalho, deixou de pagar a hipoteca da casa e se dedicou à boa-vida com sua esposa, gastando uma fortuna em restaurantes e hotéis, informa hoje o jornal The Times.
Um ano depois, os sintomas começaram a sumir e o hospital chegou à conclusão que Brandrick não sofria realmente de um câncer terminal, mas de uma simples pancreatite, perfeitamente curável. "Eu me desfiz de tudo, do meu carro, da minha roupa, só fiquei com uma camisa e a gravata na qual desejava que me enterrassem. Não precisava mais de roupas, porque só me deram mais seis meses de vida", afirmou.
Sua companheira chegou a receber ajuda psicológica para encarar sua nova vida sem o marido. Brandrick, que vai ser obrigado a vender sua casa, reivindica agora que o hospital, que pertence à Seguridade Social inglesa, o indenize pelo falso diagnóstico.
Os responsáveis do centro de saúde negam que este se trate de um caso de negligência, e afirmam que o diagnóstico de câncer de pâncreas foi baseado tanto nos sintomas como nos exames realizados no doente.
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.