Chile: protesto contra morte de grevista detém 17

04 de maio de 2007 • 23h57 • atualizado em 05 de maio de 2007 às 00h38

Dezessete pessoas foram detidas hoje no Chile em diversas manifestações de protesto contra a morte de um operário na noite da quinta-feira, durante um confronto entre a polícia e trabalhadores de uma empresa florestal que estão em greve no sul do país.

Rodrigo Cisternas, 26 anos, levou um tiro de um policial, quando participava de um bloqueio de uma estrada que a Polícia tentava dissolver, na província de Arauco, a 550 km de Santiago.

Os trabalhadores da Arauco, filial da Celco, estão há vários dias em greve, reivindicando melhoras salariais e trabalhistas.

A morte do trabalhador gerou uma onda de protestos. O ministro do Interior, Belisario Velasco, lamentou o incidente.

Esta noite, segundo relatórios policiais preliminares, cerca de 10 pessoas foram detidas em frente à sede da Central Unitária de Trabalhadores (CUT), onde faziam uma vigília em homenagem ao trabalhador morto.

Os incidentes começaram quando cerca de 100 jovens tentaram interromper o trânsito na Avenida Bernardo O'Higgins, a principal da capital chilena, a poucos metros do palacio de La Moneda, sede do governo. Os manifestantes foram dispersados por policiais, que utilizaram jatos d'água.

Três estudantes foram detidos na cidade de La Serena, 472 km ao norte de Santiago. Outros quatro foram detidos em Concepción, 515 km ao sul da capital.

Nesta sexta-feira, o presidente da CUT da região de Bío-Bío, Alex Iturra, foi à Corte de Apelações de Concepción e entrou com um recurso de proteção a favor dos trabalhadores da Arauco.

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