Em seu primeiro testemunho a um júri, Yassin Omar, responsável pela bomba que não explodiu na estação de metrô de Warren Street, disse que o objetivo do grupo era apenas simular explosões em protesto contra a guerra "ilegal" no Iraque.
Omar, 26 anos, é o terceiro dos seis acusados a testemunhar num tribunal de Woolwich. Antes, se sentaram no banco dos réus o suposto líder do grupo, Muktar Said Ibrahim, e Kwaku Asiedu, que, de última hora, desistiu de participar do ato e abandonou sua mochila numa área de verde.
Um quarto acusado, Hussain Osman, 28 anos, se recusou a se apresentar no tribunal.
Assim como Ibrahim, Omar, que tentou fugir disfarçado com uma burka no dia seguinte aos falidos ataques, argumenta que o grupo não tinha planejado atentados com vítimas, posto que só queria chamar a atenção.
"Nunca me passou pela cabeça" que ficaria ferido na encenação, afirmou hoje, frisando que o plano era que os detonadores apenas fizesem um barulho parecido com o de uma explosão.
"E foi justo o que aconteceu", disse o acusado, que admitiu ter detonado com plena consciência a carga que carregava na mochila.
Os ataques de 21 de julho, cometidos duas semanas depois dos de 7 de julho - nos quais 52 pessoas morreram -, não causaram vítimas porque apenas os detonadores escondidos na mochila explodiram.
Durante o interrogatório, Omar, de origem somali, disse que a intenção era protestar contra a guerra no Iraque, que estava causando "sofrimento e morte a pessoas inocentes".
"Esperava que (a montagem) seria televisionada e levada a sério, e que isso pressionaria o Governo", declarou.
"Esperávamos que o Governo fosse mudar sua política externa e retiraria as tropas", acrescentou.
Com uma estratégia diferente, o ganês Asiedu tentou se distanciar do grupo, e acusou Ibrahim de liderá-lo e de ter planejado atentados tão grandes como os de 7 de julho.
Asiedu também assegura que foi obrigado pelo suposto líder a participar da trama.
Além de Ibrahim, Asiedu, Omar e Osman, os outros dois acusados pelos fracassados ataques de 21 de julho são Ramzi Mohammed, 25 anos, e Adel Yahya, 24.
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