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A acusação foi refutada hoje pela holding chilena Cencosud, ao qual pertencem os estabelecimentos. A vice-presidente da associação, Maria Rozas, denunciou graves irregularidades trabalhistas nos supermercados Santa Isabel, e assegurou que "as mulheres são obrigadas a trabalhar durante nove horas nos caixas, sem poder se movimentar".
"Muitas delas precisam usar fraldas descartáveis para aguentar o tempo sem ir ao banheiro", acrescentou.
Rojas convocou os cidadãos de todo o Chile a boicotar a cadeia de supermercados.
A presidente da Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados chilena, Ximena Vidal, ratificou a denúncia, e assinalou que "a Constituição chilena defende todas as pessoas, para que casos como este não ocorram".
"Realmente, é uma vergonha que, em nível geral, essa proteção não seja cumprida", criticou.
Por sua vez, a empresa Cencosud refutou hoje as acusações, e assegurou que "sob nenhuma circunstância" infringe as normas trabalhistas do Chile.
"Nunca recebemos uma reclamação formal sobre as operadoras de caixa dos supermercados Santa Isabel que tenham que usar fraldas, diante da impossibilidade de ir ao banheiro", assinala o texto.
"As políticas de trabalho dos supermercados Santa Isabel são claras e estritas, respeitando sempre as leis trabalhistas, e as horas de descanso estabelecidas pela Lei trabalhista", acrescenta.
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