Pela 200ª vez, DNA reverte sentença nos EUA

24 de abril de 2007 • 20h57 • atualizado às 21h50

Um homem condenado por estupro em 1982 teve sua sentença revertida na segunda-feira com base em exames de DNA, disseram advogados dele. Foi a 200. vez que a técnica anula uma condenação nos EUA.

"Quero continuar minha vida... ter uma vida", disse Jerry Miller, 48 anos, depois de comparecer ao tribunal do condado de Cook, onde o juiz anulou a sentença a pedido da promotoria.

O Projeto Inocência, sediado em Nova York, que acompanha esses casos, disse que esse marca o 200o caso de reversão de uma sentença graças ao DNA desde 1989. Miller cumpriu 24 anos de prisão. Somando todos os 200 casos, os réus cumpriram 2.475 anos de penas por crimes que não cometeram.

"Eles são só a ponta do iceberg. Ninguém sabe de verdade quantos inocentes estão na prisão. Só uma pequena fração dos casos envolve evidências que poderiam ser examinadas com respeito ao DNA, e mesmo entre esses casos as provas muitas vezes se perderam ou foram destruídas antes que pudessem ser testadas", disse o grupo.

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