O candidato Nicolas Sarkozy, da UMP, partido de centro-direita francês, participa de cerimônia em Marselha |
Como ministro do Interior e líder do partido governista UMP, de centro-direita, Sarkozy dividiu opiniões na França por, entre outras coisas, adotar uma política mais dura em relação à imigração.
Em uma de suas polêmicas declarações, ele descreveu jovens delinqüentes dos subúrbios de Paris como racaille, ou "ralé".
O comentário - feito antes dos choques nos subúrbios, em 2005 - incentivou alguns críticos a colocar Sarkozy na mesma categoria do líder de extrema-direita Jean-Marie Le Pen, também candidato à Presidência.
Blair
Quando ministro, Sarkozy, de 51 anos, aprovou medidas para enfrentar a imigração ilegal, incluindo deportações, e para integrar imigrantes mais qualificados à sociedade francesa.
Ele também defendeu a discriminação "positiva" para ajudar a reduzir o desemprego entre os jovens.
Uma de suas principais influências políticas não é francesa, mas britânica, segundo um de seus biógrafos, Nicolas Domenach.
"Ele admira muito (o premiê britânico) Tony Blair - por muitas razões. Tony Blair foi capaz de seduzir a imprensa de uma forma semelhante a de Sarkozy. E Sarkozy estuda como Tony Blair conseguiu vender sua ideologia política", disse.
Em sua campanha, Sarkozy pediu por "uma ruptura com certo estilo de política", afirmando que quer encorajar a mobilidade social, melhores escolas e cortes no funcionalismo público.
Prefeito
Filho de um imigrante húngaro e uma francesa de origem greco-judaica, Sarkozy foi batizado na Igreja Católica Romana e cresceu em Paris. Casou-se duas vezes e tem três filhos.
Diferentemente da maioria da classe dominante da França, ele não freqüentou a École Nationale d'Administration, mas estudou Direito.
Sarkozy foi prefeito de um rico subúrbio de Paris, Neuilly, de 1983 a 2002, e então foi escolhido ministro do Interior. Ele também ocupou a pasta das Finanças por um breve período, em 2004.
"Ele é hiperativo, ambicioso, viciado em trabalho, nunca descansa", disse Anita Hausser, que escreveu uma biografia dele e é editora política do canal francês LCI.
Chirac
Inicialmente, Sarkozy era um protegido do presidente Chirac.
No entanto, os dois romperam relações de forma dramática quando Sarkozy apoiou um adversário de Chirac na eleição presidencial de 1995. Oficialmente, Chirac apóia Sarkozy nestas eleições.
O candidato, que foi contra a guerra no Iraque como Chirac, já mostrou também ter fortes tendências protecionistas, destinando fundos estatais a uma companhia francesa com problemas financeiros, a Alstom.
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