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"Eles foram para os EUA dizendo que queriam criar os filhos como se deve, mas não acho que isso tenha acontecido", disse o avô, que pediu para ser chamado de senhor Kim, em entrevista publicada nesta quinta-feira pelo diário Hankyoreh.
Cho Seung-Hui, 23 anos, nascido na Coréia do Sul, foi identificado na terça-feira como o atirador que matou 32 estudantes e professores em Virginia Tech. Kim, 81 anos, que mora na província de Kyonggi, nos arredores de Seul, disse que mantém pouco contato com a filha, a mãe de Cho, desde que a família foi para os EUA.
Os pais de Cho tinham uma loja de livros usados em Seul antes de partirem para os EUA. "Eles compraram a pequena loja com o dinheiro que meu genro fez na Arábia Saudita antes do casamento", disse Kim. Mas a imigração não foi fácil. "Eles subiram no avião sem muito dinheiro."
Kim disse que parentes do genro convidaram a família a ir para os EUA, onde aparentemente trabalhavam com uma lavanderia. "Eles achavam que poderiam educar os filhos bem."
A irmã de Kim disse que se lembra de Seung-Hui como uma criança quieta. "Ele era um menino bonito, mas não falava. Eu tentava conversar com ele, mas ele não respondia", disse Kim Yang-soon, 84 anos, à Reuters Television.
Nas ocasiões em que o avô Kim falou com a filha, ele ficava animado ao ouvir histórias sobre os netos. A neta graduou-se na Universidade Princeton. Kim disse que está sentindo dor e angústia por causa do tiroteio.
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