Segundo o secretário-geral da Cruz Vermelha das Ilhas Salomão, haverá novas mortes, e há mortes ainda não registradas.
"Eu acho que a questão agora é a água, água e barracas. As pessoas ainda estão no alto e relutantes em voltar para as vilas", disse ele a uma rádio australiana na quarta-feira (horário local).
Em meio a tremores secundários, as primeiras equipes de avaliação de desastre atingiram as províncias de Western e Choiseul, dois dias depois de um terremoto de magnitude oito seguido por um tsunami ter destruído vilas inteiras, expulsando moradores assustados para as montanhas.
Milhares de casas foram destruídas ou cobertas pelo mar nas áreas costeiras inundadas. Autoridades temem surtos de doenças como a malária.
O ministro do Interior das Ilhas Salomão, Bernard Giro, declarou calamidade na terça-feira, enquanto equipes de resgate tentavam chegar a vilarejos remotos ao longo da costa, que não têm acesso rodoviário.
Kelly, da Cruz Vermelha, alertou ainda para problemas sanitários que começam a surgir nos campos de refugiados nas montanhas. Segundo ele, as estimadas 5.400 pessoas deveriam voltar para casa, apesar do risco de novos tremores.

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