Diante da nomeação de hoje, tudo parece indicar que o cardeal "in pectore" é outro. Não se descarta que se trate do arcebispo de Hong Kong, Josep Zen Zekiun. A nomeação "in pectore" é uma prerrogativa do Papa, que, muitas vezes, não publica os nomes por razões de conveniência para a Santa Sé (se escolher manter como arcebispo alguém que esteja desenvolvendo um bom trabalho e que, caso fosse nomeado cardeal, teria de abandonar o posto) ou por razões políticas. Por isso, e diante das más relações com Pequim, anunciar a nomeação do arcebispo de Hong Kong poderia abalar as relações com a China.
Também não se descarta que possa ser o arcebispo de Moscou, Tadeusz Kondrusiewicz, e que seu nome não tenha sido divulgado por enquanto para não piorar as já frágeis relações entre Roma e a Igreja Ortodoxa Russa. Com os cardeais anunciados ontem, para assumir a função no próximo dia 21 de outubro, o número de purpurados chega a 135, superando em 15 a "barreira" dos 120 imposta pelo Papa Pablo VI e mantida por João Paulo II.
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