Papa nomeia três novos arcebispos

29 de setembro de 2003 • 09h55 • atualizado às 14h16

O Vaticano informou hoje que o papa João Paulo II nomeou como arcebispos seu secretário particular, Stanislaw Dziwisz, o perfeito da Casa Pontifícia, James Michael Harvey, e o mestre das Cerimônias Litúrgicas Pontifícias, Piero Marini, os três estreitos colaboradores do Papa. Dziwisz, de 64 anos, é considerado a "sombra" do Papa nestes 25 anos de pontificado. No Vaticano se dava por certa a nomeação dele, e, já que João Paulo II nomeou 30 novos cargos mais outro "in pectore" (cujo nome se mantém em segredo), não se descartava que se tratasse de Dziwisz.

Diante da nomeação de hoje, tudo parece indicar que o cardeal "in pectore" é outro. Não se descarta que se trate do arcebispo de Hong Kong, Josep Zen Zekiun. A nomeação "in pectore" é uma prerrogativa do Papa, que, muitas vezes, não publica os nomes por razões de conveniência para a Santa Sé (se escolher manter como arcebispo alguém que esteja desenvolvendo um bom trabalho e que, caso fosse nomeado cardeal, teria de abandonar o posto) ou por razões políticas. Por isso, e diante das más relações com Pequim, anunciar a nomeação do arcebispo de Hong Kong poderia abalar as relações com a China.

Também não se descarta que possa ser o arcebispo de Moscou, Tadeusz Kondrusiewicz, e que seu nome não tenha sido divulgado por enquanto para não piorar as já frágeis relações entre Roma e a Igreja Ortodoxa Russa. Com os cardeais anunciados ontem, para assumir a função no próximo dia 21 de outubro, o número de purpurados chega a 135, superando em 15 a "barreira" dos 120 imposta pelo Papa Pablo VI e mantida por João Paulo II.

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