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Tribunal aprova candidaturas à Presidência do Timor Leste

13 de março de 2007 07h00

A Corte Suprema aprovou hoje oficialmente as oito candidaturas às eleições presidenciais do 9 de abril, enquanto o rebelde Alfredo Reinado anunciou a sua disposição de dialogar com o Governo, com a mediação da Igreja Católica.

A maioria dos candidatos assistiu à cerimônia no tribunal, inclusive o atual primeiro-ministro, José Ramos Horta. O bispo de Díli, Alberto Ricardo da Silva, também foi à Corte Suprema.

A 10 dias do início da campanha eleitoral, as enquetes dão como favoritos Ramos Horta, candidato independente, e Francisco Guterres, presidente do Fretilin, o partido que lutou pela independência durante a brutal ocupação indonésia (1975-1999).

Com menos possibilidades aparece Fernando de Araújo, do Partido Democrático,a segunda maior força nas eleições parlamentares de 2001, depois do Fretilin.

Também competem veteranos como João Carrascalao, pelo Partido Democrata do Timor, e Avelino Coelho da Silva, do esquerdista Partido Socialista Timorense, popular entre os eleitores mais jovens.

O presidente do país, Xanana Gusmão, já anunciou que não vai tentar um segundo mandato. Ele vai disputar as eleições legislativas, previstas para até 15 de setembro.

O ato do Tribunal Supremo coincidiu com a disposição de diálogo mostrada pelo ex-militar rebelde Alfredo Reinado. Ele declarou hoje à Efe, em entrevista por telefone, que está perto de Díli, pronto a reiniciar as conversas com o Governo. A Igreja Católica, acrescentou, atuará como moderadora.

O bispo de Díli confirmou à Efe que "a Igreja Católica está disposta a intermediar qualquer diálogo entre Reinado e o Governo se as duas partes aceitarem".

No entanto, Reinado culpou Ramos Horta e Gusmão pelas cinco mortes durante o ataque das Forças Internacionais de Paz, lideradas pela Austrália e Nova Zelândia, contra o seu reduto, no distrito de Same, 80 quilômetros ao sul de Díli.

"Não culpo os soldados australianos, e sim Gusmão e Ramos Horta, que deram às Forças de Segurança Internacionais a ordem de me matar", acusou Reinado.

A violência voltou hoje a Díli, onde um jovem morreu e outros seis foram feridos num choque entre grupos rivais de artes marciais.

Cinco casas foram incendiadas e 20 pessoas foram detidas, informaram testemunhas.

EFE
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