Senador e moradores de Florença se acorrentaram ao museu Uffizi em protesto contra o empréstimo da obra |
Enquanto isso, dentro do museu, a obra de dois metros de largura foi armazenada em três caixas de proteção com mecanismo para absorver choques e sensores de alta tecnologia para monitorar umidade, temperatura e impacto na pintura. Os técnicos foram protegidos por policiais responsáveis pela segurança, passo a passo, no transporte do quadro.
Importantes medidas de segurança foram adotadas pelas autoridades italianas para proteger a obra, que partirá em um avião do aeroporto de Roma-Fiumicino. O diretor do museu que exibia a obra, Antonio Natali, não quis assistir a retirada do quadro como forma de protesto, já que considera que o quadro é muito delicado para ser submetido a tal viagem.
"A anunciação" viajará na terça-feira em um avião e será uma das grandes atrações da exposição "A primavera italiana" organizada em Tóquio entre os dias 20 de março a 17 de junho. A obra recebeu um seguro de 100 milhões de euros.
"A anunciação" saiu três vezes do museu florentino desde que foi exibido pela primeira vez, em 1786. Em 1935 para ser exposto em Paris e em 1939 quando foi enviado para uma mostra em Milão. A pintura teve que passar a Segunda Guerra Mundial nesta cidade.
A decisão de emprestar o quadro foi tomada pessoalmente pelo ministro Rutelli, apesar da opinião contrária do diretor do museu e do pedido público feito por centenas de intelectuais, entre eles o cineasta florentino Franco Zeffirelli, para que a obra não deixasse o museu.
"A anunciação", ou "L'annunciazione" no original italiano, é um óleo de Leonardo da Vinci pintado entre 1472 e 1474. A pintura traz o o anjo Gabriel anunciando à Virgem Maria que fora escolhida pelo Senhor para ser a mãe de Jesus. O trabalho ficou oculto até 1867 quanto foi transferido de um convento próximo a Florença para o museu Uffizi.
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