Após pressão da oposição, Romano Prodi cedeu e apresentou sua renúncia |
O chefe de Estado, como prevê a Constituição, deverá avaliar se o reconfirma no cargo depois de uma série de consultas com os líderes políticos. Ao fim das consultas, o presidente poderá conceder um novo mandato a Prodi, nomear um governo técnico ou dissolver o Parlamento e convocar novas eleições.
Prodi disse que está pronto para seguir como primeiro-ministro da Itália se a maioria parlamentar de centro-esquerda lhe der total apoio, disse seu porta-voz. "Prodi reconheceu que essa é uma crise grave, e ele não tem a maioria no Senado. Ele está pronto para seguir como primeiro-ministro se, e somente se, ele tiver garantia de total apoio dos partidos da maioria de agora em diante", disse Silvio Sircana.
O ministro italiano das Relações Exteriores, Massimo D'Alema, havia mencionado uma eventual demissão do governo em caso de fracasso da votação. A maioria requerida para fazer aprovar a moção da maioria era de 160 votos, mas o governo obteve somente 158, e 136 senadores votaram contra. "Demissão, demissão", gritaram os senadores de direita logo após o anúncio do resultado da votação.
O governo de Prodi tem somente um voto de maioria no Senado e depende do voto dos sete senadores vitalícios. A abstenção de dois senadores vitalícios e de dois comunistas é responsável pelo fracasso, segundo os senadores de esquerda, citado pelas agências. Trata-se do mais grave revés sofrido pelo governo de Prodi desde que ganhou com dificuldade as eleições de abril passado contra a direita de Silvio Berlusconi.
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