Primeiro-ministro da Itália renuncia

21 de fevereiro de 2007 • 16h57 • atualizado às 20h39
Após pressão da oposição, Romano Prodi cedeu e apresentou sua renúncia Foto: AP
Após pressão da oposição, Romano Prodi cedeu e apresentou sua renúncia
21 de fevereiro de 2007
Foto: AP

O chefe do governo italiano, Romano Prodi, apresentou sua demissão ao presidente Giorgio Napolitani, confirmaram há pouco fontes oficiais citadas pela agência de notícia Ansa. O governo de centro-esquerda havia perdido a maioria no Senado durante uma votação sobre a política externa e, segundo os complexos mecanismos do sistema parlamentar italiano, perfeitamente bicameral, não está em condições de continuar governando.

O chefe de Estado, como prevê a Constituição, deverá avaliar se o reconfirma no cargo depois de uma série de consultas com os líderes políticos. Ao fim das consultas, o presidente poderá conceder um novo mandato a Prodi, nomear um governo técnico ou dissolver o Parlamento e convocar novas eleições.

Prodi disse que está pronto para seguir como primeiro-ministro da Itália se a maioria parlamentar de centro-esquerda lhe der total apoio, disse seu porta-voz. "Prodi reconheceu que essa é uma crise grave, e ele não tem a maioria no Senado. Ele está pronto para seguir como primeiro-ministro se, e somente se, ele tiver garantia de total apoio dos partidos da maioria de agora em diante", disse Silvio Sircana.

O ministro italiano das Relações Exteriores, Massimo D'Alema, havia mencionado uma eventual demissão do governo em caso de fracasso da votação. A maioria requerida para fazer aprovar a moção da maioria era de 160 votos, mas o governo obteve somente 158, e 136 senadores votaram contra. "Demissão, demissão", gritaram os senadores de direita logo após o anúncio do resultado da votação.

O governo de Prodi tem somente um voto de maioria no Senado e depende do voto dos sete senadores vitalícios. A abstenção de dois senadores vitalícios e de dois comunistas é responsável pelo fracasso, segundo os senadores de esquerda, citado pelas agências. Trata-se do mais grave revés sofrido pelo governo de Prodi desde que ganhou com dificuldade as eleições de abril passado contra a direita de Silvio Berlusconi.

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