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Teorias conspiratórias sobre 11/9 se multiplicam

11 de setembro de 2003 10h35

Diversas teorias tentam explicar os ataques de 11 de setembro. Foto: AP

Diversas teorias tentam explicar os ataques de 11 de setembro
Foto: AP

O que reservas de petróleo, a CIA (agência de inteligência dos EUA), o Mossad (serviço secreto de Israel) e os neoconservadores norte-americanos têm em comum? Todos aparecem em teorias conspiratórias sobre os ataques de 11 de setembro que estão conquistando novos adeptos, num momento em que o ceticismo toma o lugar do choque de dois anos atrás.

Teorias de que o governo norte-americano ou seus espiões estiveram envolvidos com os ataques porque queriam justificar uma onda de repressão contra os islâmicos e as invasões do Afeganistão e do Iraque eram comuns no mundo muçulmano. Agora, cativam um público ainda maior. "Estamos preocupados em especial com o Oriente Médio. Depois com a Europa. E os EUA não estão imunes", afirmou Abraham Foxman, diretor da Liga Antidifamação (ADL).

A ADL, um grupo norte-americano que combate o anti-semitismo, divulgou um relatório na semana passada a respeito da proliferação de livros, sites e panfletos com teorias conspiratórias a respeito do 11 de setembro. "O fato de uma grande parte do mundo acreditar que essas pessoas (os membros da Al-Qaeda acusados pelos EUA) não realizaram os ataques, que outras pessoas o fizeram, geralmente judeus, é algo bastante frustrante", afirmou Foxman. "Quando o antiamericanismo toma parte do mundo e Israel e os judeus estão tão ligados aos EUA, um sentimento reforça o outro."

Um livro escrito por Andreas von Buelow, um ex-ministro da Alemanha, chegou ao terceiro lugar na lista de mais vendidos do país defendendo a tese de que a CIA ou o Mossad participaram dos ataques de dois anos atrás. Uma pesquisa publicada em julho mostra que 19% dos alemães acreditam que o governo norte-americano pode ter ordenado o 11 de setembro. Na Grã-Bretanha, um artigo escrito pelo ex-ministro do Meio Ambiente Michael Meacher e publicado pelo jornal The Guardian sugere que autoridades norte-americanas teriam ajudado a elaborar o plano de ataque e baixado propositadamente as defesas aéreas no dia do fato.

Na França, um livro de Thierry Meyssan, que acusa pelo 11 de setembro direitistas do governo norte-americano ansiosos por controlar as reservas de petróleo do Oriente Médio e o mundo, foi um sucesso, vendendo no ano passado 164 mil exemplares.

Reuters
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