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A mulher, uma jurista, ficava trancada em casa com suas filhas, que tinham 6, 10 e 13 anos, com as cortinas cerradas. Ela retirou os interruptores impedindo que elas acendessem as luzes de casa. Viktoria, Katharina e Elisabeth foram proibidas de ir ao colégio. A mãe dizia às autoridades que ensinava em casa suas filhas, mas as submetia a uma "lavagem cerebral" contra seu pai, de quem estava divorciada.
Quando o pai desesperado pedia para ver as crianças, chegando a solicitar uma intervenção judicial, a mulher dizia que estavam doentes ou que haviam ido à casa da avó. A residência parecia impecável por fora, mas por dentro as meninas viviam no meio da sujeira e só tiveram contato com a mãe nestes sete anos. Eram comuns brincadeiras com os ratos que havia por toda a casa.
A terapeuta que está cuidando das meninas, Waltraud Kubelka, contou que elas desenvolveram um idioma próprio, quase incompreensível. A filha mais velha desenvolveu "invalidez psicossocial" incurável, segundo ela.
A polícia só retirou as crianças da casa após repetidas reclamações dos vizinhos. A mulher está presa preventivamente há mais de um ano. As autoridades só divulgaram o caso agora para proteger as crianças.
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