Até agora, o governo dos Estados Unidos não conseguiu encontrar nenhuma prova da participação de Saddam Hussein nem da relação do ex-ditador iraquiano com a rede terrorista Al Qaeda, acusada pelos atentados em Nova York e Washington.
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que amanhã falará à nação num discurso sobre o Iraque, afirma que a guerra no país árabe é importante para a luta contra o terrorismo.
Segundo os especialistas em opinião pública, a principal razão para que persista a crença da relação entre Saddam e os atentados é a profunda desconfiança suscitada pelo ex-ditador entre os americanos, que faz com que ele seja automaticamente suspeito de qualquer coisa ligada à violência no Oriente Médio.
Segundo o politicólogo da Universidade Estatal de Ohio John Mueller, "é muito fácil apresentar Saddam como um demônio. Você obtém uma impressão generalizada: as pessoas sabem que não gostam da Al Qaeda, estão horrorizadas com o 11 de setembro, sabem que este cara (Saddam) é um malvado e não é difícil misturar tudo".
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