Compilada pela entidade belga Cred e pela ISDR (agência da ONU para redução de desastres), a estatística abrange tragédias como inundações, ondas sísmicas, deslizamentos, tempestades e terremotos.
Na Europa, as mortes por mau tempo subiram de 5 para 15 por cento do total global.
"A Ásia, com seus milhões de pobres vivendo em áreas vulneráveis de planícies alagáveis e bacias fluviais, ainda é o continente mais atingido por desastres provocados por riscos naturais", disse Debarati Guha-Sapir, do Cred, em entrevista coletiva.
No ano passado, segundo a representante do Cred, houve um ligeiro aumento em fatos ligados a temperaturas extremas ¿ ondas de calor e congelamentos -, especialmente na Europa.
Guha-Sapir, professora da universidade belga de Louvain, apresentou uma versão preliminar do relatório a ser divulgado no decorrer do ano. De acordo com os dados, 21.342 pessoas morreram devido a desastres naturais em 2006.
As cifras européias foram puxadas para cima pela onda de calor ocorrida em julho, que provocou mil mortes na Holanda e 940 na Bélgica. Frentes frias mataram 801 pessoas na Ucrânia.
Ela acrescentou que em geral a Europa não tem planos para enfrentar e reduzir o impacto desses desastres, embora ela tenha citado a França por medidas destinadas a evitar que se repetissem as mortes por calor de 2003.
Bangladesh teve enormes progressos, estabelecendo um sistema de alertas precoces para ciclones, o que salvou milhares de vidas nos últimos anos por permitir a fuga das populações de áreas de risco.

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