Policial israelense examina o local onde aconteceu a explosão, no sul da cidade de Eilat
Foto: Reuters
Pelo menos três pessoas morreram e várias ficaram gravemente feridas hoje de manhã em um atentado suicida contra um centro comercial de Eilat, sul de Israel, no primeiro ataque deste tipo no território do Estado hebreu em nove meses.
"Depois de examinar o local, nós chegamos à conclusão de que a explosão foi provocada por um homem-bomba", disse Bruno Stein, chefe de polícia de Eilat, à rádio militar.
Stein indicou que o suicida levava em uma mochila os explosivos que detonou na entrada da padaria. Calcula-se que a bomba continha pelo menos 8 kg de explosivos.
O autor do atentado suicida chegou a esta cidade do sul de Israel a partir do território jordaniano, afirmou um porta-voz da Jihad Islâmica, um dos dois grupos palestinos que reivindicaram o ataque.
"O mártir chegou proveniente da Jordânia", afirmou à imprensa em Gaza o porta-voz, que se apresentou encapuzado e cercado de ativistas armados.
O autor do ataque, Mohammed Fayzal al-Siksek, 21 anos, era natural de Gaza.
Mais cedo a polícia informara que a explosão, que atingiu uma padaria em um pequeno shopping center em Eilat, havia sido um acidente. "No momento, nós sabemos que três pessoas faleceram na explosão e muitas ficaram feridas", declarou um paramédico no local do ataque.
"Estamos percorrendo o local em busca de outros corpos. A explosão foi muito forte e o lugar está destruído", acrescentou.
A explosão aconteceu às 9h40, 5h40 de Brasília, no centro comercial Isidore, em um bairro próximo à praia e e aos grandes atrativos turísticos deste balneário que fica sobre o Mar Vermelho. A explosão teve como alvo a pequena padaria Lehamim.
Pedaços de corpos foram projetados por vários metros por causa da potência da explosão, segundo testemunhas.
A polícia estabeleceu barreiras nas entradas de Eilat, situada no extremo sul de Israel.
Autoria
Em uma ligação telefônica, um interlocutor anônimo reivindicou o ataque em nome do braço militar da Jihad Islâmica, das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, vinculadas ao Fatah, e do Exército dos Fiéis, grupo desconhecido até então.
O último atentado suicida executado em Israel acontecera em 17 de abril de 2006. O ataque deixou nove mortos e foi reivindicado pelo grupo radical palestino Jihad Islâmica.
O porta-voz da Jihad Islâmica em Gaza Dawud Shihab disse que seu grupo não assumiu a responsabilidade pelo ataque de forma oficial, mas esclareceu que "a Jihad Islâmica dá boas-vindas a qualquer ataque que tenha a ocupação (Israel) como alvo".
"O momento de qualquer ataque contra a ocupação é bom porque a ocupação nunca cessou suas agressões contra nosso povo indefeso", afirmou Shihab.
O representante da Jihad assinalou que a ação "é uma mensagem àqueles irmãos que estão lutando uns contra os outros em Gaza, aos quais se diz que em vez de apontar suas armas contra outros (palestinos) devem orientá-las rumo à ocupação", em alusão às lutas internas entre seguidores do Hamas e do Fatah.
Fontes de uma das organizações armadas palestinas citadas na edição eletrônica do jornal Yedioth Ahronoth disseram que em breve será emitido um comunicado no qual se assumirá a autoria do ataque de forma oficial.
Organismos de segurança citados pela rádio pública israelense disseram que não descartam que o suicida procedesse da Jordânia ou do Egito.
Com agências internacionais
- Redação Terra


Assista agora »
Assista agora »

