Fórum Social Mundial 2007

Fórum Social Mundial 2007

Sexta, 26 de janeiro de 2007, 08h39

Ativistas pedem fim de guerras em despedida do FSM

Mais de dez mil ativistas e cidadãos quenianos pediram o fim dos conflitos armados no mundo no encerramento do Fórum Social Mundial, ocorrido entre os dias 20 e 25 de janeiro. A multidão se reuniu na noite desta quinta-feira no parque Uhuru, no centro da capital do Quênia, onde artistas africanos e de vários países protestaram contra os conflitos armados atuais.

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"Vamos cantar por um mundo sem guerras, pelo fim da violência no Iraque, na Palestina, na Somália, na Colômbia, no Afeganistão", diziam. Durante o dia, os participantes acompanharam a chegada de uma maratona que mobilizou corredores quenianos para reforçar o respeito pelos Direitos Básicos Humanos.

David Tutty, ativista de uma comunidade religiosa da Nova Zelândia, destaca que o Fórum coloca em conexão organizações sociais do mundo inteiro em torno de alternativas para os problemas sociais atuais. "Queremos transformar tudo o que compartilhamos no encontro em propostas concretas por um 'outro mundo possível'", declarou o neozelandês.

Brasileiros no Fórum
Francislei Henrique, coordenador do movimento nacional Nação Hip-Hop, participou do Fórum com outros três delegados brasileiros. O grupo participou de quase dez atividades com outras 50 pessoas de entidades sociais de periferias de 15 países diferentes ao longo dos quatro dias do evento. "Trocamos experiências e já estamos preparando projetos em parcerias que vão fazer nossos trabalhos nas favelas e comunidades pobres brasileiras avançarem."

Para o moçambicano Diamantino Nhampossa, coordenador africano da Via Campesina, o lançamento da Campanha Internacional pela Reforma Agrária na África foi o resultado mais importante alcançado no Fórum de Nairóbi. "Movimentos de trabalhadores rurais de todo o mundo combinaram alinhamento para pressionar a comunidade internacional e fortalecer as organizações africanas para que a distribuição de terras no continente seja bem-sucedida", informou Diamantino.

Para Jane Kimathi, estudante do curso de Serviço Social da Universidade do Quênia, o Fórum Social Mundial trouxe um fio de esperança para a África. "É uma experiência única. Espero que as entidades que buscam melhorias fiquem mais fortes depois do Fórum".

Fórum em Salvador
Embora os organizadores acreditem que o evento tenha alcançado seus objetivos, a África não deve sediar novas edições nos próximos anos, como explica Edward Oyugi, integrante do Comitê Internacional do Fórum. "Precisamos de tempo para absorver tudo o que foi gerado em Nairóbi, fortalecer as articulações das organizações sociais", disse.

O queniano também revelou que há uma grande chance de o Brasil voltar a sediar o Fórum Social Mundial em 2009, já que no ano que vem estão previstas grandes mobilizações no mundo todo em substituição ao encontro concentrado em um país. Ele contou que Salvador, na Bahia, é forte candidata a receber o evento. A proposta será analisada ainda neste final de semana, em Nairóbi, pelos organizadores do Fórum.

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Luciano Máximo/Especial para o Terra Africana carrega cartaz anti-Bush em encerramento do Fórum Africana carrega cartaz anti-Bush em encerramento do Fórum

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