O advogado de Ibrahim, George Carter-Stephenson, atribuiu a autoria dos explosivos a seu cliente, um dos seis acusados pelos ataques, que não deixaram vítimas, pois apenas os detonadores foram ativados.
Em seu discurso no tribunal, publicado pela agência britânica de notícias "PA", o advogado disse: "O caso é que todos os artefatos foram construídos da mesma forma, e o senhor Ibrahim foi o principal responsável por sua fabricação".
Horas antes, o júri do caso ouviu o depoimento de um especialista forense que garantiu que os explosivos tinham potência para causar mortes e ferimentos internos muito graves, assim como amputações.
Segundo a especialista Claire McGavigan, que analisou o material da mochila de um dos supostos terroristas, as bombas - fabricadas com peróxido de hidrogênio, farinha, acetona e ácido - poderiam ter explodido com tanta potência que teriam espalhado os estilhaços a uma velocidade de "centenas de metros por segundo".
Na opinião da especialista, as mochilas-bomba não explodiram porque os detonadores não tinham "potencia suficiente".
Os seis acusados (Muktar Said Ibrahim, de 29 anos, Manfo Kwaku Asiedu, de 33, Osman Hussain, de 28, Yassin Omar, de 26, Ramzi Mohammed, de 25, e Adel Yahya, de 24) são acusados de conspirar para assassinar e causar explosões, porém eles negaram as acusações.
Os supostos terroristas realizaram os atentados em três estações de metrô e em um ônibus na capital britânica.
Os ataques foram muito parecidos aos cometidos em 7 de julho de 2005, também contra a rede de transportes de Londres, mas que deixaram 56 mortos - incluídos quatro terroristas suicidas - e cerca de 700 feridos.
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