"Londres não é um campo de batalha. Os inocentes que foram assassinados nos atentados de 7 de julho de 2005 não foram vítimas de uma guerra. E os homens que os mataram não eram 'soldados', como reivindicam, vaidosos, em seus vídeos absurdos", disse o diretor da Promotoria, em discurso publicado hoje pela imprensa britânica.
"Os quatro suicidas foram ingênuos, narcisistas, criminosos e fantasiosos", afirmou.
"Precisamos ser muito claros nisto. Nas ruas de Londres não está acontecendo uma ''guerra contra o terrorismo'', assim como não está ocorrendo uma ''guerra contra as drogas''", continuou.
Na sua opinião, "a luta contra o terrorismo nas ruas do Reino Unido não é uma guerra", mas sim a prevenção do crime, a aplicação das leis britânicas e "a vitória da Justiça em defesa daqueles que são atingidos pela infração da lei".
Macdonald reconheceu que o país enfrenta uma ameaça diferente e "intrinsecamente mais perigosa" do que a do terrorismo do IRA.
O diretor da Promotoria pediu a compreensão de que "essa nova forma de terrorismo acarreta outro risco, mais sutil, mas igualmente pernicioso", já que "pode motivar uma resposta inadequada e guiada pelo medo", levando a sociedade a abandonar seus valores.
"Devemos nos proteger desses crimes atrozes sem abandonar nossas tradições de liberdade", indicou Macdonald, que insistiu que as melhorias na segurança nacional "não devem ser implementadas em detrimento dos direitos".
As declarações do diretor da Promotoria foram interpretadas pela imprensa britânica como uma crítica ao endurecimento da legislação antiterrorista promovido pelo Governo de Tony Blair, que permite a detenção indefinida de suspeitos de terrorismo sem acusação formal.
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