Vídeo mostra tentativa de atentado em metrô inglês

24 de janeiro de 2007 • 15h12 • atualizado às 16h05
Imagem do circuito interno de TV mostra bombeiro, fora do seu horário de trabalho, desafiando terrorista, momentos depois que ele preparou explosivo Foto: EFE
Imagem do circuito interno de TV mostra bombeiro, fora do seu horário de trabalho, desafiando terrorista, momentos depois que ele preparou explosivo
24 de janeiro de 2007
Foto: EFE

As bombas dos atentados fracassados de 21 de julho de 2005 contra a rede de transportes de Londres tinham tanta potência que poderiam ter causado um massacre, mas não explodiram devido à pouca força dos detonadores. A constatação é da especialista em explosivos Claire McGavigan após assisitir a um vídeo que mostra a tentativa de ataque a uma estação londrina.

McGavigan testemunhou no julgamento realizado no tribunal de Woolwich em Londres contra os seis muçulmanos britânicos acusados em relação a esses ataques, que não causaram vítimas.

Segundo a especialista, as bombas - fabricadas com peróxido de hidrogênio, farinha, acetona e ácido, e preparadas para ser detonadas com peróxido de acetona (TATP) - tinham potência semelhante à da substância explosiva TNT.

McGavigan, que analisou o material da mochila de um dos supostos terroristas, afirmou que as bombas poderiam ter explodido com tal força que teriam espalhado os estilhaços a uma velocidade de "centenas de metros por segundo".

A explosão, disse a especialista, teria provocado "graves ferimentos, lesões internas e a amputação de extremidades".

Na opinião de McGavigan, as mochilas-bomba não explodiram porque os detonadores não eram "suficientemente poderosos".

Os seis acusados - Muktar Said Ibrahim, 28 anos; Manfo Kwaku Asiedu, 33 anos; Hussain Osman, 28 anos; Yassin Omar, 26 anos; Ramzi Mohammed, 25 anos, e Adel Yahya, 24 anos - são acusados de conspirar para assassinar e causar explosões, mas negaram a culpa.

Os supostos terroristas cometeram os atentados contra três estações de metrô e um ônibus urbano da capital britânicos.

Esses ataques foram uma cópia dos cometidos em 7 de julho de 2005 contra a rede de transporte londrino, que deixaram 56 mortos - incluindo os quatro terroristas suicidas - e cerca de 700 feridos.

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