Promotores apresentaram documentos da inteligência que, segundo eles, detalham ordens que Ali Hassan al-Majeed deu para destruir vilas, prender famílias e promover execuções sumárias.
Majeed está em julgamento, juntamente com outros cinco ex-oficiais do partido Baath, por seus papéis na campanha Anfal (Espólios de Guerra) de 1988. Acusações contra Saddam prescreveram depois de sua execução no final de dezembro.
Majeed, conhecido como "Ali Químico", por seu suposto uso de armas químicas, já disse que ordenou tropas para executar todos os curdos que ignoraram ordens de deixar suas vilas.
"Com todos esses documentos no caso, eu pediria perdão ao povo iraquiano, se fosse eu", disse o chefe dos promotores, Munqith al-Faroo, à corte.
"Eu não fiz nada errado para me desculpar", replicou Majeed. "Se eu fiz algo errado a qualquer iraquiano, eu juro por Deus que me desculparia com ele com prazer."
Durante a Anfal, milhares de vilas, declaradas "áreas proibidas", foram destruídas e bombardeadas como parte de uma campanha. Milhares de habitantes foram deportados, muitos executados.
Majeed, considerado o principal incentivador da campanha, enfrenta uma possível sentença de morte. A próxima audiência foi marcada para 28 de janeiro.
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