Uma jovem, que há duas semanas saiu misteriosamente nua e assustada da selva cambojana, começou a sorrir e a se comunicar, informou o psicólogo que a acompanha. "Fizemos alguns exames e ela expressou certas respostas. Pronunciou algumas palavras, inclusive a mim que não sou parte da família", declarou o espanhol Héctor Rifa, da associação Psicólogos Sem Fronteiras.
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"Os sons e este início de comunicação realmente não são grande coisa, mas significam que ela pode fazê-lo", acrescentou. O homem que assumiu os cuidados da jovem, o policial Sal Lou, afirma que se trata de sua filha, Rochom P'ngieng, desaparecida em 1988, aos 8 anos, quando cuidava de um búfalo.
No entanto, destacou Rifa, a jovem não fala nenhum idioma conhecido, nem sequer o dos supostos familiares, que pertencem a uma tribo da etnia Phnong.
Ela foi encontrada no dia 10 de janeiro quando tentava roubar comida de um camponês. De acordo com testemunhas, ela caminhava nua, inclinada como um macaco, e se transformou na grande atração da remota província de Ratanakkiri, chamando a atenção da imprensa internacional.
Rifa se negou a fazer especulações. "Nenhum elemento permite indicar o local onde ela estava. Algumas pessoas dizem certas coisas, mas quem viu esta menina? Na minha opinião não é importante saber se saiu de uma granja ou da selva, se estava nua ou não, porque hoje esta pessoa precisa adaptar-se ao entorno en que se encontra", explicou.
A jovem tem marcas misterioras no punho esquerdo, que despertam dúvidas sobre seu passado, mas o psicólogo não sabe dizer se se trata de uma alienada mental. "Ela se encontra em estado de estresse", afirmou. Sal Lou disse que Rifa brincou com sua filha, em particular usando um espelho. "Trocaram sorrisos e parece que ela não tem mais medo", afirmou.

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