Em uma breve audiência preliminar realizada no tribunal penal de Old Bailey (centro de Londres), o representante legal da Scotland Yard, Ronald Thwaites, testemunhou em nome do comissário-chefe, Ian Blair, que não estava presente.
Após a leitura da acusação contra a Polícia de descumprimento das normas sobre segurança e higiene no trabalho, o advogado negou a culpa da Scotland Yard.
A Procuradoria britânica acusou a Polícia de violar a Lei de Saúde e Segurança no Trabalho do Reino Unido (1974), por não cumprir seu dever de proteger a vítima, mas rejeitou o processamento de qualquer agente por falta de provas.
Em 29 de janeiro acontecerá outra audiência preliminar no tribunal de Old Bailey antes do julgamento, para o qual ainda não há data, mas que deve acontecer ainda no primeiro semestre.
Jean Charles, que tinha 27 anos e trabalhava como eletricista, morreu ao receber oito tiros (sete na cabeça e um no ombro) de agentes da brigada antiterrorista da Scotland Yard em 22 de julho de 2005, na estação de metrô de Stockwell (sul de Londres).
Os policiais confundiram o brasileiro com um dos terroristas que cometeram os atentados fracassados da véspera contra três estações de metrô e um ônibus urbano da capital.
Em dezembro passado, a Justiça britânica rejeitou o pedido da família de Jean Charles de rever a decisão da Procuradoria de não processar nenhum agente.
No entanto, o Tribunal Superior de Londres abriu caminho no último dia 19 para que a família do brasileiro possa recorrer aos juízes da Câmara dos Lordes, máxima instância judicial do Reino Unido.
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