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Barcelona recebe maior feira de maconha do mundo

22 de janeiro de 2007 10h30 atualizado às 11h23

Expositor holandês mostra vaporizador que aquece a maconha sem queimá-la. Foto: Eliane de Carvalho/Terra

Expositor holandês mostra vaporizador que aquece a maconha sem queimá-la
Foto: Eliane de Carvalho/Terra

A maior feira de maconha do mundo, a Highlife, realizou sua terceira edição em Barcelona no final de semana. Entre usuários, cultivadores, comerciantes e curiosos, o evento recebeu cerca de 15 mil pessoas de diferentes nacionalidades. O principal enfoque da feira é a semente e apetrechos para as pessoas que querem realizar sua própria plantação em casa, com o objetivo de promover o autocultivo para livrar o usuário do contato com os traficantes.

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Um holandês de quase 70 anos veio à feira expor um vaporizador que aquece a erva sem queimá-la e libera a substância ativa, o THC, sem nenhum tipo de resíduo. Mais alguns passos e outro vaporizador. Onde havia um à disposição, dezenas de usuários disputavam uma tragada. Alguns exageraram na dose e passaram mal, logo sendo atendidos.

A feira não desobedece às leis espanholas, onde traficar é probido. Vende-se de tudo, menos a maconha em si.

Para o brasileiro Edson Eiras, publicitário, uma feira do tipo não teria lugar no Brasil. "Acho difícil, pois o País ainda tem muito preconceito contra a maconha", afirmou.

Cânhamo versus ácaros
A feira também quer estimular os usos alternativos da maconha. Um expositor trouxe um tecido que recobre colchões fabricado com fios de cânhamo. Segundo o fabricante espanhol, o produto tem uma resistência cinco vezes superior a do algodão e é um poderoso repelente contra ácaros.

Estavam sendo vendidas também camisetas estampadas com folhas de maconha, assim como outros produtos com o símbolo. O evento contou também com atrações musicais, entre eles, o cantor brasileiro BNegão.

BNegão foi convidado pelo empresário brasileiro Fernando Amaral para promover seu produto na feira, papel para enrolar cigarro sem uso de metais pesados na sua produção, quase transparente. "Estamos atrasados nesse quesito no Brasil, onde se segue a repressão americana", comentou BNegão.

Fernando Amaral também concorda com a crítica do músico. "Estamos vendendo 37 países em oito meses de vida. A segurança da feira é feita pela própria polícia. É um bom exemplo para o Brasil ver como o mundo trata o assunto e está evoluindo", disse.

As sementes vendidas na feira são dos mais diferentes tipos. Um expositor explica que seleciona e cultiva só a planta fêmea, porque, segundo ele, a cannabis macho estraga o sabor do fumo e causa dor de cabeça. Depois de anos de investimento, desenvolveu variações genéticas da planta.

A feira segue para Amsterdã, na Holanda, onde chega à 10ª edição.

Redação Terra