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Atualizada às 08h34
Luciano Máximo
Direto de Nairóbi
Original de um dialeto do nordeste da África, a palavra kibera quer dizer selva. A favela abriga um terço da população de Nairóbi. O local será o ponto de encontro para os cerca de 80 mil ativistas do mundo todo esperados para a caminhada até o Parque Uhuru, no centro da capital queniana.
Após a marcha, representantes do Comitê Organizador do Fórum Social Mundial e de movimentos populares africanos vão fazer discursos. Na cerimônia de abertura deverá ser anunciado o caráter prioritário da sétima edição do encontro: reforçar a presença da África na agenda mundial e agregar os países africanos em torno de discussões de interesse comum, como guerras regionais, migrações, controle de recursos naturais e o combate à fome, à aids e à pobreza.
Para o queniano Onyango Oloo, um dos organizadores do Fórum, o evento servirá como aglutinador de forças antiglobalização. "Quero que o encontro se transforme num espaço de organização e mobilização contra o neoliberalismo e o sistema financeiro internacional e suas ações neocoloniais na África".
Francisco Whitaker, integrante do Comitê Organizador Internacional do Fórum e da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, espera que o evento traga mais visibilidade ao continente africano. "Esperamos que a África ganhe um espaço mais central nas preocupações do mundo", declarou.
A cerimônia de abertura segue com apresentação do sambista Martinho da Vila, num concerto batizado de Conexão Brasil-África, e vários shows de grupos africanos de música e dança.
Os mais de mil seminários, workshops, testemunhos e discussões programados para o 7º Fórum Social Mundial começarão a partir de domingo. As atividades serão concentradas no Moi International Sports Centre, a duas horas do centro de Nairóbi.
De acordo com a organização do evento, estão credenciados três mil participantes não-africanos e sete mil africanos, dos quais 60% são do Quênia.
Redação Terra
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