Andhara Early, modelo que posou para a primeira edição da revista na Indonésia, sai escoltada do julgamento
Foto: EFE
Manifestantes islâmicos agrediram verbalmente a modelo que estampou a capa da primeira revista Playboy na Indonésia. Andhara Early recebeu gritos de "prostitutas" e o grupo, onde estavam também várias mulheres, disse que desejava que "sua filha fosse estuprada". Ela não respondeu às ofensas, feitas quando saía da corte do distrito sul de Jacarta, onde testemunhou em processo contra o editor da revista, Erwin Arnada.
» Veja mais fotos do confronto
» Editor da Playboy é julgado
Os manifestantes afirmaram que os dois eram ícones da pornografia global. A primeira edição da Playboy na Indonésia chegou às bancas em junho de 2006.
Erwin Arnada, acusado de publicar material indecente, pode ser condenado a 32 meses de prisão por ter "violado o sentido da decência", segundo a promotoria. A acusação sustenta nque o acusado autorizou o material publicado no primeiro número da revista, que chegou às bancas do país em abril, sob protestos e após meses de polêmica. Mesmo sem nudez e com fotos muito menos explícitas que as de outras revistas do mercado indonésio, como FHM e Maxim, a Playboy se tornou um alvo dos radicais islâmicos, em manifestações violentas.
Andhara Early é a primeira modelo a testemunhar no julgamento. O depoimento foi fechado à imprensa.
Os radicais indonésios consideram a Playboy um exemplo da "degradação moral" do país e exigem a aprovação imediata da lei antipornografia em debate no parlamento. A lei é vista por muitos como um exemplo da crescente islamização da nação, que contém a comunidade muçulmana mais numerosa do mundo.
- AP - Copyright 2007 Associated Press. Todos os direitos reservados. Este material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído.


Assista agora »
Assista agora »

