Atentados na Índia causaram 52 mortes

26 de agosto de 2003 • 02h29 • atualizado às 08h42

Um novo balanço divulgado hoje afirma que os atentados de ontem na cidade indiana de Mumbai (antiga Bombaim) mataram 52 pessoas e deixaram 150 feridos. De acordo com o ministro de Saúde do estado de Maharashtra, do qual Mumbai é capital, Digvijay Khanvilkar, o número subiu porque durante a madrugada cinco vítimas que se encontravam em estado crítico morreram.

O número de óbitos ainda pode aumentar já que mais feridos foram hospitalizados no final da noite passada. A polícia de Mumbai afirmou que não houve vítimas estrangeiras e que só dois cidadãos de origem iemenita sofreram ferimentos leves, apesar das explosões terem acontecido em lugares muito freqüentados por turistas.

Apesar dos sangrentos atentados, Mumbai já se refaz do choque. A normalidade voltou à vida cotidiana da cidade, onde a Bolsa de valores recuperou rapidamente a metade dos 130 pontos que perdeu depois dos atentados. As comunicações ferroviárias, aéreas e terrestres também retomaram as atividades.

Enquanto isto, a polícia investiga a autoria dos ataques seguindo a pista do motorista de um dos táxis utilizados e que saiu ileso. Até agora, nenhum grupo se responsabilizou pela autoria dos atentados, e as suspeitas apontadas por meios de comunicação locais estão sobre grupos separatistas da Caxemira e extremistas como o Movimento Islâmico dos Estudantes da Índia (SIMI, sigla em inglês).

Ontem, duas bombas de forte potência, escondidas no banco traseiro de dois taxis, explodiram com alguns minutos de intervalo em locais movimentados de Mumbai, capital financeira da Índia. O mercado Jhaveri, perto do templo hindu Mumbadevi, foi onde a maioria das vítimas morreu. A segunda explosão aconteceu minutos depois perto do Portão da Índia, um grande arco à beira-mar, construído pelos colonizadores britânicos para comemorar a visita do rei George V e da rainha Mary, em 1911.

Redação Terra
 
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