Grupo estudantil é acusado de atentados na Índia

25 de agosto de 2003 • 11h49 • atualizado às 17h08
Policial inspeciona local de uma das explosões. Na Porta da Índia, testemunhas informaram que pelo menos doze automóveis foram destruídos  Foto: AP
Policial inspeciona local de uma das explosões. Na "Porta da Índia", testemunhas informaram que pelo menos doze automóveis foram destruídos
25 de agosto de 2003
Foto: AP

O vice-primeiro-ministro da Índia, Lal Krishna Advani, sugeriu que uma organização estudantil islâmica, proibida pelas autoridades, pode estar por trás dos atentados com carros-bomba que mataram 44 pessoas e deixaram 100 feridos hoje em Mumbai (antiga Bombaim). Advani, que também é ministro do Interior, acusou o SIMI (Movimento de Estudantes Islâmicos da Índia) ao falar sobre as explosões em Mumbai.

"Desde novembro, Mumbai sofreu um certo número de ataques, e na maioria dos casos a organização envolvida era o SIMI", disse à imprensa. "O SIMI atuou em colaboração com o Lashkar-e-Taiba (grupo pan-islâmico criado e proibido no Paquistão), mas apenas a investigação poderá afirmar se as explosões de hoje são obra das mesmas organizações", acrescentou Advani.

A Índia proibiu as atividades do SIMI e predeu vários de seus líderes depois de acusar o grupo de alimentar a violência religiosa na Índia. Nova Délhi considera os combatentes do Lashkar-e-Taiba responsáveis por uma boa parte dos ataques separatistas cometidos na Caxemira indiana nos últimos anos.

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