Policial inspeciona estrago feito pela explosão na Porta da Índia |
O mercado Jhaveri, perto do templo hindu Mumbadevi, foi onde a maioria das vítimas morreu. Um carro-bomba foi estacionado em uma das ruas de maior movimento do local onde se concentram grandes instituiçõe financeiras. A segunda explosão aconteceu minutos depois perto do Portão da Índia, um grande arco à beira-mar, construído pelos colonizadores britânicos para comemorar a visita do rei George V e da rainha Mary, em 1911. Neste caso um artefato explosivo foi deixando dentro de um taxi no local.
Até o momento, nenhum grupo terrorista se responsabilizou pelos atentados que parecem dirigidos especialmente contra a população civil. Entretanto, o vice-primeiro-ministro Lal Krishna Advani disse que ataques semelhantes aos dos carros-bomba no passado foram cometidos pelo proscrito Movimento dos Estudantes Islâmicos da Índia (Simi, na sigla em inglês), que atua em conjunto com o grupo separatista da Caxemira Lashkar e-Taiba, radicado no Paquistão.
Os recentes ataques revivem memórias da onda de explosões que atingiram Mumbai em 1993 e mataram ao menos 260 pessoas. Nos últimos meses, a cidade voltou a sofrer atentados. Em dezembro do ano passado, uma explosão em um ônibus matou três pessoas. Em março, uma bomba atingiu um trem lotado e matou 12, e em julho outra bomba em ônibus matou 2 pessoas e feriu 42.
A explosão de hoje segue-se à recente melhora nas relações entre a Índia e o Paquistão. Nova Délhi acusa o vizinho de abrigar radicais islâmicos que culpa por ataques anteriores em seu território. No ano passado, os dois países concentraram quase um milhão de soldados na fronteira da região da Caxemira e as relações foram congeladas.
O impasse - que quase provocou uma guerra entre os rivais nucleares - aconteceu após um ataque de radicais islâmicos contra o Parlamento da Índia, em dezembro de 2001. A Índia, de maioria hindu, culpou militantes islâmicos com sede no Paquistão pelo ataque. O Paquistão nega envolvimento no atentado ao Parlamento e condenou as explosões de Mumbai como "atos de terrorismo".
Redação Terra