Papa pede menção a cristianismo por parte da UE

24 de agosto de 2003 • 09h21 • atualizado às 09h21

O Papa João Paulo II afirmou hoje que uma menção explícita às raízes cristãs da Europa no prefácio da Constituição da UE representaria a "principal garantia de futuro" do continente. Em chamada aos responsáveis pela redação da Carta Magna européia que tem reiterado nos últimos meses, o Santo Padre voltou a abordar a questão com determinação antes da reza do Ângelus em sua residência de verão de Castelgandolfo, nos arredores de Roma.

O Papa afirmou que a Igreja católica "foi o elemento de coesão dos povos europeus durante séculos" e deve permanecer como "fonte inesgotável de espiritualidade e fraternidade". "Na construção da Europa de hoje e de amanhã - disse - a inspiração espiritual do Evangelho é uma garantia certa em favor da liberdade, da justiça e da paz de todos, crentes e não crentes".

Em mensagem aos governos que debatem a futura Constituição, João Paulo II afirmou que "uma ordem social justa deve se basear nos valores éticos e civis autênticos e compartilhados pelos cidadãos".

Falando a centenas de fiéis que foram a Castelgandolfo, o Papa Wojtyla, de 83 anos e que aparentou hoje estar cansado, elogiou as diversas instituições européias e seu "papel determinante" no atual processo de integração. Depois da reza do Ângelus, o Pontífice cumprimentou os grupos de peregrinos em diversos idiomas, entre eles, português, espanhol, inglês, francês e alemão.

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