Chávez diz ser o socialismo a salvação da Venezuela

10 de janeiro de 2007 • 12h05 • atualizado às 15h29
Chávez jura em cerimônia no Palácio Legislativo Foto: EFE
Chávez jura em cerimônia no Palácio Legislativo
10 de janeiro de 2007
Foto: EFE

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, foi empossado na quarta-feira para um novo mandato de seis anos, prometendo levar adiante uma radical revolução que inclui nacionalizações que já abalaram os mercados financeiros. Segundo ele, o socialismo é o único caminho "à redenção, à salvação da pátria". "É impossível a igualdade sem o socialismo", acrescentou.

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Em juramento no Palácio Legislativo, em Caracas, ele prometeu construir novo sistema político, social e econômico. "Juro por Cristo, o maior socialista do mundo. Juro por todas as dores, todos os amores, esperanças, que cumprirei com o mandato supremo desta maravilhosa constituição", disse Chávez.

"Juro por esta maravilhosa Constituição. (...) Pátria, socialismo ou morte, eu juro! ", exclamou o governante diante da presidente da Assembléia, Cilia Flores, a primeira mulher que ostenta esse cargo na Venezuela e, como tal, a primeira que toma o juramento de um chefe do Estado.

Chávez ganhou sua primeira eleição presidencial em 1998 e a segunda em 2000, após ser aprovada uma nova Constituição. Em 3 de dezembro de 2006 foi reeleito para o terceiro mandato com grande maioria dos votos. A Carta Magna de 1999 permite uma única reeleição consecutiva, limitação que o governante tentará alterar para poder se candidatar nas próximas eleições.

Chávez iniciou o dia de atos oficiais de posse, que por decisão governamental não conta com a presença de outros chefes de Estado, com a colocação de flores no túmulo do prócer independentista Simón Bolívar no centro de Caracas.

Após o ato no Panteão Nacional, onde estão os restos de Bolívar e de outros próceres, Chávez se dirigiu ao Palácio Legislativo. Da sede da Assembléia, o governante irá para o Passeio Los Próceres, onde será realizado um desfile militar.

Após a posse, Chávez viajará para Manágua para assistir hoje à posse do presidente nicaragüense, Daniel Ortega.

Mais mudanças
Logo no início de seu terceiro mandato, Chávez partiu para o ataque, decidindo não renovar a concessão de um canal de TV da oposição e tomar o controle de grandes empresas, de propriedade de investidores estrangeiros.

A presidente do Parlamento venezuelano, Cilia Flores, anunciou, por sua vez, que o Congresso está à espera de que Chávez apresente uma proposta de reforma constitucional. Os poderes especiais permitirão ao Poder Executivo redigir uma série de leis que incluem, entre outras coisas, a estatização das telecomunicações e da eletricidade.

A reforma constitucional busca eliminar a autonomia do Banco Central, segundo antecipou o próprio presidente.

Com agências internacionais

Redação Terra
 
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