EUA advertem contra qualquer possível teste nuclear

05 de janeiro de 2007 • 20h37 • atualizado às 20h37

O Governo dos Estados Unidos advertiu hoje a Coréia do Norte sobre as "graves conseqüências" de qualquer possível tentativa de realizar um novo teste nuclear.

Em declarações após uma reunião com o ministro de Assuntos Exteriores da Coréia do Sul, Song Min-Soon, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou que "os norte-coreanos têm que saber que qualquer possível teste, evidentemente, aumentaria ainda mais seu isolamento".

Funcionários sul-coreanos tinham afirmado que indícios de atividade tinham sido detectados nas proximidades de um possível local de testes nucleares, embora não existam provas de que Pyongyang esteja preparando um novo teste.

O ministro sul-coreano também se pronunciou hoje sobre a questão, e afirmou que seu país não tem "nenhum indício que esse tipo de teste seja iminente".

Previamente, o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, tinha advertido também contra as "graves conseqüências" que teria um novo teste nuclear, depois do que efetuado em outubro de 2006 pelo regime de Pyongyang.

Por outro lado, apontou que caso o regime de Kim Jong-il volte à mesa de negociações, disposto a cumprir seu compromisso de renunciar a suas atividades atômicas, poderiam retomar neste mesmo mês as conversas multilaterais para pôr fim ao programa nuclear norte-coreano.

As conversas a seis lados incluem as duas Coréias, os EUA, a Rússia, a China e o Japão, e têm como objetivo que Pyongyang cumpra seu compromisso de se desfazer do programa nuclear em troca de incentivos econômicos e políticos.

A quinta rodada de conversas multilaterais, que aconteceu no final de dezembro em Pequim, terminou sem avanços nem previsão de data de retomada.

Segundo McCormack, há indícios que a sexta rodada poderia ocorrer "este mês, em janeiro", mas um novo teste teria efeitos graves.

"Outro teste de bomba nuclear traria graves conseqüências para a viabilidade do processo político-diplomático. Por que iriam querer dar um passo assim neste momento?", disse McCormack.

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