"Depois de reiterar que o julgamento do ex-presidente do Iraque foi 'eqüitativo', limitou-se a observar que o procedimento poderia ter sido mais digno", destacou o jornal ao comentar as declarações do presidente americano.
"São palavras que não parecem adequadas para ajudar a superar ódios e rancores que desgarram o Iraque e não convidam, certamente, à reconciliação", acrescentou.
O jornal do Vaticano acusou as autoridades iraquianas de violar os direitos humanos, se forem confirmadas as notícias e pormenores sobre o adiamento das execuções de Barzan Al Tikriti, meio-irmão de Saddam Hussein e chefe do serviço secreto sob seu regime, e Awad Al Bander, presidente do tribunal revolucionário, condenados à pena capital junto com o ex-presidente iraquiano.
Segundo L'Osservatore Romano, os condenados foram levados ao patíbulo e sedados com tranqüilizantes e até os fizeram assinar um testamento. Depois, no último momento, a execução foi suspensa.
"Se tais particulares forem confirmados, nos encontraríamos novamente ante um comportamento desumano, que viola abertamente os direitos humanos", denunciou o jornal em seu artigo intitulado "O macabro ritual da pena de morte".
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