Marco Pannella, 76 anos, se apresenta em estado delicado de desidratação" pelo que os médicos temem "complicações renais e cardiovasculares potencialmente irreparáveis".
Pannella começou a greve, que incluía também a ingestão de líquidos, no dia 26 de dezembro passado, para tentar "impedir a execução" do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein e para exigir que a Itália se comprometesse a lutar em favor de uma moratória mundial desta pena.
O governo italiano empenhou-se oficialmente na terça-feira a reabrir o debate dentro da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo fim da pena de morte no mundo, poucos dias depois da execução na forca do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein.
A Itália, que a partir de janeiro de 2007 fará parte por dois anos do Conselho de Segurança da ONU, anunciou que proporá uma moratória mundial da pena capital ante a Assembléia das Nações Unidas, segundo comunicado do governo.
Os mecanismos para que o tema seja incluído na agenda da ONU não foram especificados e não se exclui a convocação de uma assembléia extraordinária, que reúna assinaturas a favor de uma resolução sobre o tema.
O primeiro-ministro Romano Prodi havia prometido que seu governo de centro-esquerda se mobilizará para que "o Conselho de Segurança da ONU aprove a condenação da pena de morte por parte de todos os países, uma empresa difícil mas que será alcançada com o tempo", disse.
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