Execução de Saddam: presidente iraquiano lavou as mãos

02 de janeiro de 2007 • 17h59 • atualizado às 18h19

O presidente do Iraque, Jalal Talabani, se distanciou nesta terça-feira da execução de Saddam Hussein precisando que se "manteve à margem" do enforcamento do ex-ditador.

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"Me mantive afastado e não intervim na decisão do Alto Tribunal Especial, uma vez que o artigo 27 dos estatutos prevê que as decisões finais não admitem recurso", explicou Talabani num comunicado que seria sua primeira reação pública à execução de Saddam.

O artigo citado estipula que nenhuma autoridade, "nem sequer o presidente da República, pode agraciar os condenados ou reduzir as penas ditadas" pelo Alto Tribunal.

"O presidente reafirma sua oposição à pena de morte mas não interfere nas decisões da justiça, que é independente", acrescentou uma nota do escritório de Talabani, precisando que ele "não soube com antecedência quando Saddam seria enforcado".

Claramente oposto à pena de morte, Talabani sempre se negou a assinar as autorizações de execução dos condenados à morte, abandonando Bagdá nesses momentos e deixando a tarefa para seus dois vice-presidentes.

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