Supremo rejeita recurso contra morte de Saddam

28 de dezembro de 2006 • 11h35 • atualizado às 11h49

O Supremo Tribunal iraquiano rejeitou hoje um pedido do ex-presidente Saddam Hussein para reconsiderar a sentença de morte ditada contra o ex-líder em novembro e ratificada nesta terça-feira. Em comunicado, o tribunal explicou as "considerações" da sentença contra Saddam e sete de seus antigos colaboradores, dois deles também condenados à morte e os cinco restantes a penas de entre 15 anos e prisão perpétua.

Todos os réus foram considerados culpados da execução de 148 xiitas iraquianos após uma tentativa de assassinato do ex-ditador em 1982 na aldeia de Dujail, cerca de 70 quilômetros ao norte de Bagdá.

"O Supremo Tribunal Penal ditou a sentença contra Saddam Hussein, Barzan Ibrahim Al-Hassan (seu meio-irmão) e Awad Hamad Al-Bandar (um ex-juiz) de morrer na forca por cometer assassinato proposital como crime contra a humanidade", diz a nota, assinada pelo presidente da máxima instância judicial, Aref Abdel Razeq Shahin.

"O condenado Saddam Hussein, que ocupava então o posto de presidente da República, dirigiu seus crimes contra cidadãos civis de Dujail a fim de matá-los. Então, tinha a intenção de assassinar e por isso é responsável por esse crime contra a humanidade", acrescenta.

O conselheiro de Segurança Nacional, Mouwafak al Rubaie, anunciou na terça-feira que, de acordo com a legislação iraquiana, a sentença será aplicada nos próximos 30 dias.

Saddam havia solicitado em várias ocasiões durante o processo que, se considerado culpado, fosse condenado a morrer executado por um pelotão de fuzilamento, e não na forca "como os criminosos".

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