"A meu ver, a execução poderia acontecer em 2 de janeiro. Depois, será mais difícil, porque os democratas americanos, agora majoritários (no Legislativo), assumirão seus cargos em 3 de janeiro", indicou Essadik ao jornal francês Le Parisien.
O advogado, que advertiu que a execução de Saddam provocaria "a anarquia geral no Iraque", afirmou que "só a pressão da comunidade internacional" sobre a Administração de George W. Bush poderia evitar o enforcamento do deposto presidente iraquiano.
Na terça-feira passada, o Tribunal Penal iraquiano ratificou a sentença de morte contra Saddam e dois de seus ex-colaboradores, ditada em novembro pelo Tribunal Especial que o declarou culpado pelo assassinato de 148 xiitas iraquianos da aldeia de Dujail.
"Não há nenhum recurso jurídico. É uma decisão inapelável", explicou o advogado, para quem o Governo dos EUA "concebeu este procedimento para que não haja nenhuma possibilidade de impedir esta execução". Essadik se reuniu com o ex-presidente iraquiano na terça-feira passada, antes da confirmação oficial da condenação.
"Mas percebi que ele já sabia. Disse-nos que não tinha nenhum sentimento de vingança contra o povo americano, mas que os iraquianos deveriam organizar a resistência contra o ocupante estrangeiro", disse o advogado.
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