Austríaca seqüestrada não consegue viver em liberdade

19 de dezembro de 2006 • 12h12 • atualizado às 12h12
Natascha foi capa de revista após sua libertação Foto: Reuters
Natascha foi capa de revista após sua libertação
06 de setembro de 2006
Foto: Reuters

A adolescente austríaca que passou oito anos em cativeiro disse nesta terça-feira que, quatro meses após ter fugido, está tendo dificuldades para se adaptar à vida em liberdade. "Não posso aparecer em público sozinha, seria muito arriscado", disse Natasha Kampusch em uma entrevista à TV austríaca.

Natascha, que foi forçada a viver em uma pequena cela desde 1998 até sua fuga, em agosto, disse que multidões a intimidam. "Às vezes é realmente invasivo. Não gosto de vozes altas."

Sociável
"As pessoas têm diferentes odores corporais, elas fumam, usam perfumes, vestem roupas chamativas e que incomodam, possuem hábitos alimentares desagradáveis, são mal-educadas, pouco amigáveis, indisciplinadas, mas isso não importa."

Questionada se as pessoas a reconhecem, ela disse que sim. "Na maioria das vezes é inofensivo. Mas de vez em quando me assusto se alguém diz ¿olá¿ e é um estranho."

Natasha diz que antes de ser capturada sempre foi "uma pessoa sociável, sem problemas para se relacionar socialmente". De acordo com a mídia austríaca, ela agora vive em um apartamento alugado e recebe auxílio psicológico.

Ela conseguiu escapar de seu captor, o técnico de comunicações Wolfgang Priklopil, 44 anos, no dia 23 de agosto. Ele manteve Natasha presa em um pequeno porão sem janelas na cidade de Strasshof, nas proximidades de Viena, durante oito anos e meio. Priklopil se matou horas depois de descobrir a fuga se jogando em frente a um trem. Ele foi enterrado secretamente em um cemitério ao sul de Viena no dia 8 de setembro.

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