Paris cria departamento de crise contra o calor

11 de agosto de 2003 • 12h04 • atualizado às 12h04

Os hospitais de Paris constituíram hoje um "departamento de crise" para enfrentar o extremo calor que assola a cidade e que já causou a morte de 50 pessoas nos últimos dias na região. A iniciativa da Agência regional de hospitalização de Ile-de-France (Arhif) e da Assistência Pública-Hospitais de Paris tem por objetivo emitir instruções aos centros médicos.

Tais medidas são destinadas sobretudo aos serviços de emergência. Entre as ações estudadas, a agência mencionou "uma observação especial aos idosos com sintomas de hipertermia, a possível utilização de leitos não usados durante o verão e a divulgação de relatórios sobre a situação". Além disso, os leitos das seções de reanimação dos hospitais poderão ser usados para atender idosos vítimas do calor.

O presidente da associação de médicos de emergências hospitalares da França (Amuhf), Patrick Pelloux, disse ontem que pelo menos 50 pessoas morreram vítimas do calor na região parisiense nos últimos dias. Pelloux criticou a "gestão escandalosa" das autoridades médicas em relação a "uma autêntica hecatombe".

Outros muitos profissionais e especialistas do país aderiram hoje às críticas de Pelloux, ao afirmar que o número de mortos dos últimos dias são excepcionais, enquanto os hospitais estão lotados e carecem de recursos frente à gravidade da situação. Nesta noite, a capital francesa bateu um novo recorde de calor, ao registrar mínima de 25,5ºC, a mais alta temperatura noturna desde o estabelecimento das medições, em 1873.

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